Planejamento empresarial: a sua importância para pequenos e médios empresários na retomada econômica pós-pandemia.

Especialista explica qual a importância do Planejamento empresarial e como se adaptar ao novo cenário de possível recuperação da economia.

Marcelo Germano – idealizador do método do EAG (Empresa Autogerenciável)
Foto divulgação

Muitos empresários têm encontrado grandes desafios neste novo cenário econômico pós-pandemia. No entanto, com o avanço da vacinação – de acordo com os dados divulgados pelo consórcio de imprensa, no mês de outubro mais de 52% da população foi imunizada com as duas doses da vacina contra a Covid-19 e 71% com a primeira dose – já podemos vislumbrar uma possível recuperação econômica a partir de um planejamento e preparação adequada.

Segundo Marcelo Germano – especialista em gestão empresarial e idealizador do método do EAG (Empresa Autogerenciável) – o empresário precisa observar os ambientes internos e externos e quais ações refletem diretamente em seu negócio. E para isso um bom Planejamento empresarial é fundamental.

“Não temos controle se um novo vírus surgir, não está no radar de ninguém. Sem contar a crise institucional que estamos vivendo em nosso país, envolvendo os poderes Executivo e Judiciário. As consequências diretas e indiretas na economia precisam ser constantemente acompanhadas e avaliadas. O empresário precisa entender qual foi o aprendizado que teve com tudo o que passou e ainda está passando. Sobretudo, quais foram os pontos positivos por ter vivenciado essa situação. A lição precisa ser absorvida para um novo cenário e o empresário deve se planejar para as oportunidades que vão surgir.” observa Marcelo.

Um novo patamar do normal.

Para o especialista, em se tratando da retomada da economia por parte dos empresários, a visão de um “novo normal” pós-pandemia vai além do que imaginávamos. Neste momento, a palavra de ordem é AVANÇAR! Ou seja, cada empresário deve tomar as rédeas do seu negócio e não esperar que tudo volte ao normal como era antes da pandemia. E para isso será necessário abrir mão de velhos conceitos e partir rumo à requalificação para não ficar atrás da não tão nova era digital.

Além disso, com o método home office adotado durante a pandemia muitos empresários puderam perceber que estão além de um novo normal como explica Marcelo Germano:

“Quando começou a pandemia, falávamos do ‘novo normal’, mas ele não vai mais existir, teremos, na minha visão, um ‘novo patamar de normal’. Quem age como vítima tende a pensar que em alguns meses as coisas vão voltar ao normal, igualmente como era antes da pandemia. Mas o novo cenário exige ações diferentes, tecnologias diferentes, recapacitação. Para não agir como vítima e ficar à mercê do que pode acontecer, o empresário deve focar no planejamento e mudanças de comportamento, e não agir como passageiro esperando as coisas acontecerem. Mas sim, agir como dono, que entende que existe um problema, que as coisas estão mudando e perceber que o modo que se fazia no passado não funciona mais, e que não existe garantia de manter resultado futuro fazendo exatamente como se fazia no passado. Precisamos de readaptação.”

Empresários apostam em novas formas de Planejamento para driblarem os desafios da pós-pandemia.

A empresária Renata Victoratto, sócia-diretora da HSR Shopping dos Lustres – empresa com 40 anos de existência – percebeu que precisava se reinventar rapidamente diante da possibilidade da retomada econômica:

“O primeiro impacto foi se adaptar rápido ao atendimento virtual, estávamos em transação de plataforma do site e tivemos que correr para poder subir os produtos no e-commerce. Junto, veio a orientação para a equipe comercial em relação ao aumento da demanda no atendimento virtual, e a importância desse atendimento para este momento em que estamos vivenciando.” revela a empresária.

Além da adaptação à nova forma de trabalho, outra fórmula encontrada pela empresária foi o replanejamento de algumas ações:

“Estamos investindo em estoques, pois tivemos muita falta de matéria-prima no mercado, o que prejudicou as vendas no comércio. Outro investimento que estamos fazendo é em contratação e treinamento de equipe, com a opção de atender o cliente em multicanais. A equipe de atendimento virtual precisou ser formada e treinada pra poder atuar junto aos clientes. Ainda estamos estruturando esse setor, mas já tivemos ganhos com isso.”

Atendentes da HSR Shopping dos Lustres seguindo os protocolos sanitários
Arquivo pessoal

Do mesmo modo, o setor de Recursos Humanos também teve que se adequar às novas formas de trabalho. Principalmente, após os métodos de prevenção adotados pelas empresas. Diante disso, fica um questionamento: como os empresários e colaboradores deverão encarar o novo mercado de trabalho daqui a alguns anos?

Para Marcelo Germano, há expectativa de novas habilidades serem desenvolvidas em cinco anos, o que irá proporcionar crescimento profissional dentro das empresas:

“São diversas habilidades aprendidas, que vão exigir dos donos de empresas proporcionarem novos modelos e espaços de ensino e crescimento profissional dentro das próprias organizações. Os colaboradores vão precisar se recapacitar e o empreendedor terá um papel primordial na formação deles. Os empresários precisam incluir no Planejamento quais as estratégias de aprendizado que vão adotar para que a equipe esteja preparada para o que está por vir.”

A importância do Planejamento no trabalho em home office.

Outro ponto importante é a saúde mental dos trabalhadores. Marcelo Germano faz um alerta sobre a forte pressão que muitos colaboradores têm enfrentado, mesmo trabalhando em casa. Para que isso não se transforme em algo difícil de administrar, temos de levar em conta as necessidades de cada colaborador.

“Mais do que nunca o modelo de trabalho precisa ser levado em consideração. Precisamos aproveitar o melhor dos dois mundos: seja à distância ou presencialmente. No modelo remoto, podemos gerar vantagens de diminuição de custos com aluguéis, facilidade de contratação de um colaborador em outro Estado ou até mesmo fora do país. Mas é fundamental que nessas situações a empresa trabalhe cada vez mais a cultura, e é aí que as equipes precisam sair do mando e controle, do famoso ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’, para uma cultura de responsabilização, em que elas são responsáveis por entregar resultados. Conseguimos ter o melhor dos dois mundos, dessa maneira, tanto no presencial como no remoto. Porque trabalhar com modelos mistos vai trazer novos desafios. E entendo que a cultura se torna cada vez mais importante e desafiadora. Portanto, isso precisa estar no Planejamento das empresas.” explica Marcelo Germano.

Cultura organizacional como método de Planejamento empresarial.

Nesse sentido, fortalecer a cultura organizacional fez toda a diferença para Elienai Rabello, diretor da Walmir Rabello Materiais de Construção, há 17 anos no mercado.

“Percebemos em nossos colaboradores que o medo, o pessimismo, a falta de domínio pessoal são comportamentos que podem ser observados constantemente. Por isso, implantamos nesse período uma cultura organizacional muito forte, e através dela conseguimos ter conversas, alinhamentos e direcionamentos que fazem toda a diferença no comportamento diário de cada pessoa que tem contato com a nossa empresa. Isso tem sido um grande fator positivo em nossa organização, dando a certeza que será um grande diferencial para a retomada econômica do mercado.”

Colaboradores da empresa de materiais de construção durante atendimento a clientes
Arquivo pessoal

Entendemos que o futuro da economia depende de vários fatores e entre eles é o avanço da vacinação que permitirá maior acesso ao mercado de trabalho. Entretanto, para os empreendedores o fator mais importante é o Planejamento das empresas. Essa ação foi fundamental para Renata Victoratto e Elienai Rabello, que souberam contornar os desafios através do método EAG (Empresa autogerenciável) aplicado nas empresas.

“Através da aplicação de um método autogerenciável em meu negócio, com as orientações, as soluções e dicas de atuação, conseguimos abrir um leque e dividir todos os setores, mapear os problemas e atacá-los sem medo. Agora, estamos prontos para achar a melhor solução e navegarmos rumo à esperança da recuperação econômica.” Explica Renata Victoratto.

Elienai completa:

“Implementar um método autogerenciável foi essencial para nosso desenvolvimento nesse período de pandemia. Sem ele nós, em hipótese alguma, conseguiríamos passar por esse momento tão desafiador. Acredito que toda empresa que consegue ter esse acompanhamento, sai muito mais fortalecida para o mercado. Ou seja, todo dono de empresa necessita de ajuda externa. Não podemos ficar no comodismo neste período, onde a economia estará aquecida. Logo, as empresas que se organizarem e se prepararem para a alta demanda que virá com a retomada econômica, certamente estarão na frente da concorrência. Assim, a principal lição tirada desse período é saber lidar com os desafios através de um planejamento bem estruturado.”

Planejamento empresarial através do método do EAG (Empresa Autogerenciável).

Marcelo Germano durante imersão on-line para pequenos e médios empresários do Brasil
Foto divulgação

O método do EAG (Empresa Autogerenciável) – exclusivo no mercado – foi idealizado por Marcelo Germano com a missão de ajudar os donos de pequenas e médias empresas a comandarem uma equipe autogerenciável. Dessa forma, poderão construir uma empresa sem caos. Principalmente, se respeitarem os 4 pilares no qual o método está baseado:

  • Cultura
  • Liderança
  • Gestão
  • Domínio pessoal

O treinamento do programa é online e primordialmente voltado para donos de empresa com no mínimo 5 funcionários, onde é construída uma base sólida para o seu negócio. Além disso, o próprio especialista ressalta:

“Eu não acredito em sorte. Eu acredito em meta, plano de ação e execução do plano.”

Marcelo germano

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