Storytelling, o ato de contar história como estratégia de marketing

*Paola Müller

A princípio, a humanidade sempre gostou de contar histórias – ou storytelling – assim como, teve fascínio por ouvi-las. Com isso, as fábulas e jornadas de heróis foram passadas de geração em geração ao longo dos séculos ao redor de uma fogueira sob uma noite estrelada. E a essência desse hábito segue até hoje. Ou seja, mudam os meios, as formas, a linguagem, mas, a conexão gerada por uma narrativa bem estruturada segue cada vez mais presente.

Que o digam as marcas, que utilizam essa dinâmica para transmitir seus valores ao público alvo. Como também, suas conquistas e fracassos, sua trajetória e seus objetivos. Assim, o storytelling – “contar histórias” numa tradução livre – tem sido fundamental na estratégia de comunicação e marketing de empresas. Dessa forma, humanizando marcas e experiências. Isto é, em sua essência, é uma ferramenta para se conectar com as pessoas de uma forma mais emocional e eficaz.

Uma história bem contada “prende” a atenção do seu ouvinte. Como estratégia de marketing, o storytelling, torna a marca indispensável para o público alvo de uma empresa.

Como agregar valor a sua marca utilizando a técnica do storytelling

Tal qual o ato de sentar ao redor do fogo para contar histórias, o storytelling de marcas também evoluiu. Na verdade, esse movimento acompanha as mudanças de hábitos de toda a sociedade. E conforme as agendas sociais, as formas de consumo e a jornada dos consumidores vão se transformando; as maneiras como as marcas se comunicam, também, se modificam. Como o aumento no uso de vídeos em redes sociais, por exemplo. Além disso, esse formato responde ao imediatismo e à atenção generalizada que faz parte dos usuários de hoje.

E é nesse contexto, de uma sociedade cada vez mais ágil — e impaciente — que o storytelling possui um papel tão relevante. Isso porque, ele ajuda a transformar informações complexas e números abstratos em histórias com as quais os usuários se identificam. Contudo, o desafio está em aproximar esses dois universos – dos dados e o da narrativa envolvente – contada com criatividade e inteligência.

Independentemente do formato do conteúdo, as marcas devem estar atentas a isso. Agora, se elas seguirem esses cinco pontos, com certeza poderão explorar as informações, usando a técnica storytelling de maneira estratégica e focada nos objetivos do negócio:

  • Saiba qual público consumirá aquele conteúdo: pense no nível de interesse, conhecimento e os objetivos da pessoa que acessará o material;
  • Entenda o contexto da informação: um relatório para ler é diferente de um relatório para apresentar. Por isso, avalie e adapte o formato para cada situação;
  • Desenvolva a narrativa a partir de uma estrutura de conteúdo: assim como qualquer fábula, a sua história precisa ter início, meio e fim. Porém, dando destaque para o que verdadeiramente sustenta sua análise;
  • Seja visual: aproveite a diversidade de formatos e de possibilidades visuais para chamar o interesse do público. Sobretudo, fotos, gráficos e highlights que ajudarão a conquistar o seu objetivo;
  • Simplifique: às vezes, optar por um número com texto terá mais resultado do que uma tabela. Portanto, uma boa ideia expressa em uma única frase surtirá mais efeito do que uma excelente ideia com mil palavras.

Entretanto, mais do que contar uma boa história, o que as marcas devem saber é unir essa narrativa ao propósito e às estratégias do negócio. Mas, acima de tudo, que venha acompanhado da verdade. Como também, seja sustentado pela identidade e pelas ações da empresa, conforme os dados comprovam. Antes, as fábulas contadas ao pé da fogueira tinham um quê de fantasia e ficção. Hoje, não há como fugir da essência e da realidade — mesmo que envolta em uma história convincente e instigante.

*Paola Müller, head of Strategy da Brivia

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