Tóquio: Olimpíada foi a mais cara da história, segundo estudo

*Rondeny Campos

Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 acabaram. Mas o evento marcado pelo seu diferencial – realizado em meio uma pandemia de Covid-19- ficará na lembrança das olimpíadas como o mais caro da história em questão de investimento. Isso porque, o Japão investiu mais de 28 bilhões de dólares para sediar o evento.

À primeira vista, esse valor se torna mais expressivo quando comparado às Olimpíadas de Inverno na Rússia, segunda mais cara com 21 bilhões de dólares. Ou seja, estamos falando de quase 30% a mais que a Rússia.

Do mesmo modo, o valor é mais que o dobro da média investida nas Olimpíadas do Rio, em 2014, que foi de 13,7 bilhões de dólares. Essa avaliação é o resultado de um estudo divulgado pela plataforma CupomValido.com.br, segundo os dados apurados junto ao Comitê de Olimpíadas Internacional (COI) e Statista, sobre as olimpíadas.

Olimpíadas de Tóquio foi a mais cara

Imagem: Comitê Olímpico Internacional/Divulgação

A princípio, o alto custo do evento poliesportivo do Japão está relacionado ao orçamento inicial previsto pelo país. Como desde 1960 todas as olimpíadas, sem exceção, tiveram gastos maiores que o orçamento inicial, os Jogos Olímpicos de Tóquio – também sujeito a incertezas – acabou tendo um gasto superior ao planejado. Entretanto, o aumento foi três vezes maior o valor planejado.

Outro motivo de elevação dos custos em Tóquio foi a pandemia de COVID-19. De antemão, os jogos inicialmente estavam previstos para serem realizados em 2020. Logo, o adiamento de um ano, deu ao Japão uma perda superior a 5,7 bilhões de dólares. Sobretudo com gastos em manutenções, custos com cancelamentos, reembolsos de mais de 800.000 ingressos e a reorganização dos jogos para 2021. Além disso, a maioria da população era contra a realização dos jogos (57%) e apenas 7,6% queriam prestigiar o evento presencialmente.

Medalhas olímpicas feitas de aparelhos eletrônicos

As olimpíadas do Japão trouxe outro diferencial: as medalhas foram confeccionadas a partir de aparelhos eletrônicos como, celulares, câmeras, notebooks e videogames. Para isso, o país promoveu uma campanha onde arrecadou cerca de 78 toneladas de equipamentos e 6,2 milhões de smartphones usados.

Como resultado, foram 32kg de ouro puro; 3.500kg de prata e 2.200kg de cobre. Assim, todo o material recolhido deu lugar às medalhas olímpicas. Sendo que, uma medalha de ouro contém 550 gramas de prata e somente 6 gramas de ouro. Agora, transformando em valores – na nossa moeda – as medalhas olímpicas equivalem a: R$4.109 a medalha de ouro; R$ 2.288 a medalha de prata e R$ 21 reais a medalha de bronze – porque o valor do cobre é barato.

Quatro novas modalidades esportivas

Os Jogos Olímpicos de Tóquio tiveram 33 modalidades esportivas e em breve será 22 nas Paraolimpíadas. Portanto, além das modalidades mais conhecidas – atletismo, beisebol e futebol – as olimpíadas no Japão contaram com novas modalidades: karatê, skate, escalada esportiva e surfe. Agora, nas Paraolimpíadas teremos o badminton e o taekwondo.

As Olimpíadas de Tóquio contaram com 11.500 atletas, sendo o atletismo o esporte com maior número de participantes. Foram 1.900 no total. Em seguida, os esportes aquáticos com 1.410 atletas e o ciclismo com 528.

Infográfico completo das Olimpíadas de Tóquio 2020

Fonte: Comitê de Olimpíadas Internacional, Cupom Válido, Statista.

*Rondeny Campos, jornalista.

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